sábado, 8 de outubro de 2011
Em silêncio
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Maurício Coeli
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Em tempo
De tempos que vivi e sonhei
Não mais esperei.
De tempos idos que não ficaram,
Foram... demais!
De tempos em tempos... esse tormento.
Esse alento que me sobressalta.
De tempo perdido... não;
Dê tempo... ao tempo... que passa...
De tempo... momento;
Passado, presente e futuro.
De tempo certo, incerto...
Instante no tempo.
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Maurício Coeli
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Educação filosófica
“Quando temos verdadeiros amigos, ignoramos o que é verdadeiramente a solidão, mesmo que tivéssemos o mundo contra nós. Infelizmente percebo, contudo, que realmente se ignora o que é ver a solidão crescendo em torno de alguém. Em toda parte onde houver sociedades, autoridades, religiões, opiniões públicas poderosas, em resumo, em toda parte onde houver uma tirania, ela perseguiu com ódio o filósofo solitário, pois, a filosofia oferece ao homem um asilo onde nenhuma tirania pode penetrar, o foro íntimo, o labirinto do coração, e é isso o que indispõe os tiranos. É o refugio dos solitários, mas é ali também que o maior dos perigos os espia. Esses homens que abrigaram sua liberdade no fundo de si mesmos, são obrigados também a ter uma vida exterior, a se mostrar, a se deixar ver, pelo fato de seu nascimento, de seu domicílio, de sua educação, de sua pátria, do acaso, da indiscrição dos outros, eles se vêem empenhados em numerosas relações humanas; a eles é conferida toda espécie de opiniões, pelo simples fato de que são as opiniões reinantes; toda expressão fisionômica que não for negativa passa como aprovação; todo gesto que não destrói nada é interpretado como adesão. Sabem muito bem, esses solitários de espírito livre, que parecem constantemente, de uma maneira ou de outra, aquilo que realmente não são; quando nada pretendem senão ser verdadeiros e sinceros, em torno deles é tecida uma rede de mal-entendidos; a despeito de seu violento desejo, sentem pesar e sobre seus atos um vapor de opiniões falsas, de acomodações, de meias concessões, de silêncios complacentes, de interpretações errôneas. É isso que acumula sobre sua fronte, uma nuvem de melancolia, pois, semelhantes naturezas odeiam mais que a morte a necessidade de fingir. E essa amargura prolongada os torna vulcânicos e perigosos. De tempos em tempos se vingam de sua dissimulação involuntária, da reserva que lhes é imposta. Saem de sua caverna com semblantes assustadores, suas palavras e seus atos são então outras tantas explosões e acontece que chegam a parecer terem sido eles próprios. Foi assim que Shopenhauer viveu, perigosamente.
Esses solitários são precisamente os que mais têm necessidade de afeto, de companheiros com os quais possam mostrar francos e simples com para consigo mesmos e cuja presença ponha fim ao aeroporto doloroso que lhes causam o silêncio e a dissimulação. Tirem-lhes esses companheiros e irão aumentar o perigo que os ameaça. Heinrich von Kleist morreu por falta dessa amizade e envolvê-los em si próprios é o mais terrível tópico a ser aplicado à homens de exceção, pois, cada vez mais que se soltam verifica-se uma erupção vulcânica. Mas vemos sempre reaparecer algum semideus que suporta viver e viver como vencedor nessas condições assustadoras. E se quiserem ouvir os cantos da solidão, escutem a música de Beethoven." – do livro Nietzche – Shopenhauer Educador
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Maurício Coeli
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sábado, 17 de setembro de 2011
Where is...
Where is my love
Where is my love
Horses galloping
Bring him to me
Where is my love
Where is my love
Horses running free
Carrying you and me
Where is my love
Where is my love
Safe and warm
So close to me
In my arms
Finally
There is my love
There is my love
Horses galloping
Bringing him to me
Where is my love
Where is your love
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Maurício Coeli
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Love and Song and Vampires... something more to say?
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Maurício Coeli
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terça-feira, 3 de maio de 2011
Sem Esperar
Há anos que eu não espero mais.
Esperar nunca fez muito sentido para mim.
O tempo passa sem que eu o siga,
Mas como o tempo, sigo em frente.
E defronto-me com mais do que busco,
Por vezes me perdendo no que mais procuro.
Algo sempre a espreita, o que eu não sinto...
E se parar para pensar, e se tentar entender,
O que é isso que escuto?
Não silencie, suspeite de tudo que não quer ser dito.
Inaudito para aqueles que se ausentam sem nunca ter estado.
Aqueles que continuam esperando.
Esperar nunca fez muito sentido para mim.
O tempo passa sem que eu o siga,
Mas como o tempo, sigo em frente.
E defronto-me com mais do que busco,
Por vezes me perdendo no que mais procuro.
Algo sempre a espreita, o que eu não sinto...
E se parar para pensar, e se tentar entender,
O que é isso que escuto?
Não silencie, suspeite de tudo que não quer ser dito.
Inaudito para aqueles que se ausentam sem nunca ter estado.
Aqueles que continuam esperando.
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Maurício Coeli
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